sexta-feira, janeiro 05, 2018

RELEITURAS ROSEANAS 28

Viver e me aventurar
São obrigações imediatas
Malgrado belicosos perigos.
Não sou caso perdido
Achado estou.
Tenho, como todos,
Incertezas de minhas afirmações.
A saudade ataca, às vezes,
E nem perco o siso nem o sorriso
Nem truqueio com as perdições.
Permaneço em silêncio quase calado
Quando o mal universal
Cochila em destinado lugar.

Fora isso, falo de amor.
Amor, tem que ter assunto!
De tanto amor, quero vê-la
Em organizado prazer.
De tanto amor, quero tê-la
Em prazeroso viver.
Quem esperança, vivencia
Quem planta flores, florencia
Quem sorri para o mundo, reverencia.
Entre vivencias, flores e reverências
Aventuro-me, obrigatoriamente.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

PoemEros 10

Bumerangue
Arriscou um olhar,
Ela devolveu.
Deu uma piscadela,
Ela sorriu, devolveu.
Jogou um beijo,
Ela jogou de volta.
Disse algumas palavras
Ela confirmou sem mais.
Horas depois
Eles trocavam afagos,
Beijos, carícias, orgasmos,
Em um jogo de vai e vem.

quarta-feira, janeiro 03, 2018

PoemEros 09

Dança de salão
No meio do salão
Eu a puxo
Eu a abraço
Vou descendo minha mão
Percebo que não usa calcinha.
Peço ao maestro uma lambada
Faço-a rodopiar desprevenida
Marmanjos boquiabertos
Mulheres de sorrisinhos.
Eu a puxo
Eu a abraço
Eu a convido:
Ela vem dançar comigo
Em outro salão
Com musica intimista
Nossas roupas ficando pela pista.

PoemEros 08

Colar de pérolas

Adoro vê-la de colar de pérolas:
Vestida apenas com clara joia
Sobre sua pele negra.
Corpo brilha mais que claraboia
Sob a lua cheia à meia noite.

domingo, dezembro 31, 2017

PoemEros 07

Uma vez em casa

Primeiro, ela sentava em meu colo
Depois, tirava nossas roupas
Uma peça de cada vez
Então, me abraçava nua
Devagar, docemente, me envolvia
Punha-me na horizontal e subia
Rebolando como passista, descia
O que ela fazia? Pura magia

Enfim, falávamos sobre o dia.

quarta-feira, dezembro 27, 2017

PoemEros 05

Duas virgens

Uma era jovem virgem
E eu o sabia:
Ato consensual
Coito consumado
Pequena dor
Grande prazer.
Outra era menos jovem virgem
E eu não o sabia:
Ato consensual
Coito não consumado.
Dor e culpa misturados
Diante de meus olhos surpresos.
A primeira era dura,
De poucos afetos
Porem determinada.
Trepou com doçura
E amor que germinava.
A segunda era doce:
Escrevia-me poesias
Pintava-me em aquarelas.
Na transa, cheia de querelas
E um amor que não lhe cabia.

terça-feira, dezembro 26, 2017

PoemEros 04

Foto

Tirei uma foto dela me chupando
Parecia uma deusa prateada
Havia um brilho em sua volta
Como uma auréola iluminada.

Mais bonito quando levanta o olhar
E observa meu rosto em êxtase
Ela se eleva e vem me beijar

Sua boca sorrindo em paráfrase.