sexta-feira, setembro 07, 2018

PROJETO PARA VIVER A "SOLITARIEDADE"


SITUAÇÃO PROBLEMA
Após completar 65 anos estou descasado, solteiro, solitário. Ganhei um "ciao, amore" de minha mulher que se manda para a Itália, viver outra vida. Vai ficar um ano e me deixa tomando conta de nossa casa até sua volta, quando oficializaremos nosso divórcio. O problema a ser enfrentado reside no fato de que estarei solitário a partir de então, coroa, com chatices de coroa, ficando surdo, com a memória fugindo, e o pau brochando de vez em quando.

OBJETIVOS
Apesar de tudo, tenho o propósito de levar uma vida saudável, feliz por opção, bem humorado por necessidade de sobrevivência, com alguns amigos e amigas interessantes e buscando, quem sabe, nova companheira.

PROCEDIMENTOS
Listo aqui alguns procedimentos básicos para atingir os objetivos acima e antecipar e/ou resolver os problemas de "solitariedade" com solidariedade dos amigos. Para ter uma vida saudável fazer atividade física, variável, todos os dias e alimentar-me bem e leve. As atividades físicas que mais me agradam são: nadar em cachoeira, caminhar no mato, pedalar (se tiver companhia, melhor ainda). Preciso também de fazer musculação, por necessidade e não por prazer. 
Para a saúde mental, música, cinema, dança, conversas com amigos e conhecidos (fazer amizades novas). Trepar pelo menos uma vez por semana. Muita leitura e escrever muito.
Como trabalho investir na literatura (tanto escrever, quanto publicar), dar palestras, ter clientes coaching (carreiras e projetos).
Gastar menos e aprender a vender para ganhar dinheiro. Investir em minha imagem.

RESULTADOS ESPERADOS
Em um ano, recuperar o equilíbrio financeiro, estar bem comigo mesmo (solitário ou não), saudável e rejuvenescido. Ter vários livros meus e de outros publicados e com boas vendas. Ter vários clientes de coaching e receber muitos convites para palestras. Ter um bom saldo postivo na conta bancária, um carro novo e uma nova moradia.


quinta-feira, agosto 30, 2018

RELEITURAS ROSEANAS 30


O riacho de minha infância
Se esmiuçou até secar.
De repente, escutei calado
O estalo de seu silêncio,
A falta daquele burburinho
Da pequena queda d’água:
Acordei com escuro no peito
E tremor de mágoa nos olhos.
Zeluiz, meu cachorro, sumiu.
A vida cobra tudo muito caro
Só me resta encarecer-me
em saberes de poeiras do mundo
E ser perito em solidões.


segunda-feira, agosto 27, 2018

SEU OLHAR


Seu olhar me ilumina
Ela nega a própria retina
E diz que é fraqueza!

Seu olhar é um chamariz
Ela nega a própria íris
E diz que é moleza!

Seu olhar é cheio de cor
Ela nega a própria flor
E diz que é tristeza!

Seu olhar para mim é carinho
Ela nega o próprio caminho
E diz que é princípio!

Seu olhar para mim é de amor
Ela nega o próprio calor
E diz que é oportunismo!

Seu olhar para mim é paixão
Ela nega a própria expressão
E diz que é. ...
... qualquer coisa
Que se perdeu na trajetória
Desenhando outros rumos para nossa história.

sábado, março 24, 2018

RELEITURAS ROSEANAS 29

O vazio do sertão: com quê se preenche?
Em lagoa cheia de junco
Não dá para molhar o pé.
Naquelas noites claras de estrelas
Quando a cabeça quase esbarra nelas
De tanto sonho apaziguado
Nem quero que o céu clareie.
Essa escuridão me entorpece
Porque dentro de mim é luz
Com rastros de sombras, claro,
Desenhados nas paredes do pensamento.

Fruta boa é colhida no chão
Aos pés dos passos despassados.
Arteio nos portantos, subo no pé
Para deixar digitais na fruta
Lá da galha mais alta: apropriar-me.
Quem sabe bem-te-vi a respeite
E qualquer passante a saboreie?
Nos saberes e os cheiros
Corações preenchem o sertão.

quarta-feira, janeiro 24, 2018

CURTA 278

Ella é um momento,
um instante na prateleira de achados e perdidos
onde posso me encontrar às vezes.
Um instante fugaz na geladeira
do qual me alimento todos os dias.
Um relâmpago na chuva da tarde
de onde retiro toda minha energia
para reaquecer-me de luz
mesmo que um brilho repentino
na noite escura de uma vida etérea
.

sexta-feira, janeiro 05, 2018

RELEITURAS ROSEANAS 28

Viver e me aventurar
São obrigações imediatas
Malgrado belicosos perigos.
Não sou caso perdido
Achado estou.
Tenho, como todos,
Incertezas de minhas afirmações.
A saudade ataca, às vezes,
E nem perco o siso nem o sorriso
Nem truqueio com as perdições.
Permaneço em silêncio quase calado
Quando o mal universal
Cochila em destinado lugar.

Fora isso, falo de amor.
Amor, tem que ter assunto!
De tanto amor, quero vê-la
Em organizado prazer.
De tanto amor, quero tê-la
Em prazeroso viver.
Quem esperança, vivencia
Quem planta flores, florencia
Quem sorri para o mundo, reverencia.
Entre vivências, flores e reverências
Aventuro-me, obrigatoriamente.

terça-feira, novembro 28, 2017

RELEITURAS ROSEANAS 27

Amar não é verbo:
amar é presença de luz
que alumia os arrabaldes,
espantando trevas mal afirmadas.
A vida nunca é onde:
sempre é quando. Agora.
Para a saudade duvidosa
a ternura intacta.
Para ideias fixas,
muitas ideias desparafusadas.
O pão nosso é que faz o cada dia:
o sol, e até mesmo o céu,
são abertos ao público.
Basta reviver a magia,
a cada hora, de romper a alegria.
Para qual homem, tal tarefa.
Sou pessoa de muitas estimas
e não tenho a imprudência da certeza.

Sou apenas alguém sob o arvoredo.