sábado, agosto 25, 2007

RELEITURA ROSEANA 05



Na terceira margem
eu cismo
me encarrego de sofismas
desempalpáveis.

Na terceira margem
minhas coragens se anuviam
e se arrependem
do desembainho da faca
cortante.

Na terceira margem
a esperança
se desalumia
no despropósito
de tristes palavras.

Mas eu sorrio
sou rio
na terceira margem
do rio.
Sou peixe
desentoco
no fugidio da pesca
nos entretraços da rede
no desenlace da façanha
de remar
e remar
e remar.
Embora vou-me
para a margem do meio.

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