domingo, maio 09, 2010

Eu, o irresponsável






Certo dia, beirando cinqüenta,
Encontrou-me  antigo colega
Adentrando-me na paisagem urbana
Meio à preguiça de plantar-me no parque
Desencorajado de cheirar imobilidades
E ler a língua de sinais dos pássaros mudos.
Você não envelhece, meu caro,
 – disse-me –
também pudera: sempre foi irresponsável!
Claro – respondi –
Assumi a irresponsabilidade de meus atos
Antes mesmo de responder absurdos
E demolir conjecturas.


Postar um comentário