quarta-feira, maio 05, 2010

RELEITURAS ROSEANAS Nº 10



"Amor é vaga, indecisa palavra"
nunca sai da boca solenemente:
ou a ruminamos 
nos cantos dos lábios
vergonhosa e sofregamente,
ou a grunhimos 
com a língua batendo nos dentes
sonora e largamente.
Nenhuma das duas parece natural:
(nunca é natural)
como se fácil fosse
solfejar decididamente
a palavra sempre esperada
nos ouvidos languidamente.

"Amor é vaga, indecisa palavra"
 nas errâncias humanas
nas inquietudes de suas trajetórias
nas impropriedades de seus dizeres.


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