quarta-feira, dezembro 15, 2010

PALAVRAS E SILÊNCIO



Palavras, algumas,
precisam ser gritadas
para existirem,
depois dicionarizadas.


Palavras, outras,
melhor sussuradas,
seja ao vento
e longe encaminhadas,
seja às orelhas
de uma amada.


Palavras, umas,
preferem ruídos e chiados
em ressonância transmitidas.


Palavras, comuns,
soam normalmente suaves
por pessoas visivelmente calmas,
sem grandes apelos dos sentidos.


Mas o silêncio, este,
só entendido por outro silêncio.
Aquele de dentro,
cultivado por poucos
nada normais medianos.
Às vezes lúcidos.


Quem ama o silêncio
é capaz de amar um mundo.
Até mesmo outra pessoa.

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