quinta-feira, maio 31, 2012

terça-feira, maio 29, 2012

NOTAS DE LEITURA EM REVISTA DE BORDO 5


1. Preparo-me para a sexta repaginada na vida, uma por década, com muito estilo. Aqueles que não conhecem minha alma, não me reconhecerão.

2. Peixe sobre feijão com molho de champagne e curry. Se é sucesso em restaurante português pode ser sucesso em minha casa também. Porque não?

3. Gengibre no suco de laranja. Tem a cara do Rio de Janeiro. Veremos se é bom sabor para a Serra do Curral.

4. O rock'n roll brasileiro saiu das garagens da ditadura nos anos 1980. Não foi surpresa. Agora precisa se redescobrir.

5. Meu último paradeiro, Maceió das Alagoas, me surpreendeu. No entanto, eu amo BH radicalmente.

6. Comer bem não é comer caro. Degustei um belo almoço de sexta-feira em um restaurante da rua Santa Cruz, em Vila Mariana, a dez reais. No sábado paguei vinte e cinco, na Paulista, e não era a mesma coisa.

7. Amadeo Modigliani no MASP a partir de maio. Anna R. Alvim, se visitar a exposição, deverá se reconhecer nas telas.

8. Las noches más calientes de San Pablo son en el Rey Castro. Recuerda-me una noche cubana en Paris con mucha salsa y una chica muy guapa.

9. Filé alto com batata doce frita e mostarda de Dijon escorrendo sobre o filé. Faz bem aos olhos, para começar.

10. Omeletes se faz melhor com ovos caipiras porque dão mais espuma, deixando-as mais macias. No mais, azeite, salsinha, cebola, queijo, tudo numa panela de cerâmica e fogo baixo.

11. Existem palavras e expressões que "sumiram do mapa". Ninguém mais "tira o plantel do gramado"; "barra limpa" não é mais nem nome de buteco em Nova Lima; uma "brasa, mora" era a "coqueluche" do passado e não se faz mais "abreugrafia" para se conseguir um emprego. A roda gira.

12 . O que é "cantora explosiva tecnicamente correta"? A que canta bem e explode no fim? A crítica tem cada uma.

13. Pedala, Urbano, pedala. A vida é bela em cima de uma bicicleta.

domingo, maio 27, 2012

CURTA 155


Alguns compõem músicas,
outros destroem átomos.
Uns cozinham moquecas capixabas,
outros espalham sons e magias.
Eu? Eu brinco de fazer bolhas de ar.

sábado, maio 26, 2012

CURTA 154



Vênus surge sobre a linha de fogo
na ponta da asa do avião.
Um largo colchão de ovelhas
pronto para amortecer quedas de humor
se estabelece nas lentes de contato
e nos olhares pelas fendas do tempo.










segunda-feira, maio 14, 2012

CURTA 153


Quero aprender a construir
minha canoa de tolda
para navegar em meus rios:
aqueles a fluir de meus poros.
Navegar em rios de mim
já seria um fenômeno.

quarta-feira, maio 09, 2012

CURTA 152


Rugas crescem, 
se exibem na epiderme.
Gostaria que fossem rugas poéticas,
contadoras de causos,
narradoras de epopeias.
São apenas testemunhas.

domingo, maio 06, 2012

ESTRANHAS (E BELAS) PALAVRAS

Jericoacoara, Guaxupé, jacaré,
Ponconé, boné,
pestana, burburinho, chuteiras,
reverência, referência.
panelas, ovo,
Blumenau, Jaguariúma,
planilha, vanguarda, holofote,
Tocantins, Parintins,
Xingu, Miracema, Mirabela,
catarata, teco-teco,
Ubatuba, Caraguatatuba,
laboratório, fragmentos,
futurologia.

NOTAS DE LEITURA EM REVISTAS DE BORDO 4



1. Rebolation era dança de música eletrônica até virar axé. Deixou a turma do Free Stepe sem rebolado.


2. Penso em pendurar as chuteiras porque quero, cada vez mais, usar cabeça e mãos.


3.  Em quase todas as cidades médias e grandes do Brasil tem um restaurante árabe aberto até tarde, com boa gastronomia: paladar e preço desde 1830.


4. Recuar se preciso for. Resistir sempre. Avançar no momento oportuno.


5. Pagão II em Salvador na mesma semana que eu. Impossível vê-lo. Casa lotada.


6. Decididamente, contos de fadas nunca foram minhas estórias preferidas. Talvez porque estivessem distante de minha realidade.


7. Quer entender de novas tecnologias? Embarque na moda onde, com tramas nanotécnicas elas acontecem rapidamente.


8. Entre cenas e imprevistos, intenções e improvisos. Passos entre destino e acasos?


9. Quem sabe descascar pepinos e abacaxis é sempre artista. Necessários uma faca correta e bons punhos para o corte preciso. Assim se chega à obra de arte.


10. A história dos índios é uma narrativa de tragédias. Continua mal contada. Por isso não enche cinemas.


11. Reflexões de um quase sexagenário: depois dos sessenta, fazer o quê? O que significa “e a vida continua” ou “ainda tem muito fogo debaixo das cinzas”?


12. Angeli continua sendo meu cartunista preferido. A crise é alimento da vida. O pão também. Comamos então, crises e pães.